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Três motivos para procurar um médico ao invés de confiar no autodiagnóstico

Pesquisar sintomas na internet pode confundir mais do que ajudar

 

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Atualmente é comum encontrar aplicativos dedicados a autodiagnósticos, informações médicas na internet e dados biométricos. Mas será que é mesmo a melhor solução?

 

 

Sintomas simples podem ser complexos e variáveis

 

 

Os sintomas frequentemente se sobrepõem aos de outras patologias e confundem até o mais bem treinado médico, de modo que uma simples dor de cabeça pode representar de uma sinusite a uma hemorragia subaracnóidea. O leigo, mesmo se esforçando em buscar fontes confiáveis, não está equipado para diferenciá-las, pois não possui a experiência, discernimento ou a linguagem indispensáveis para extrair destas fontes, os dados corretos e relevantes.

Ele geralmente as compreende erroneamente no contexto de sua própria experiência e isto não é demérito. O mesmo ocorre quando médicos tentam escrever contratos, ou arquitetos decidem realizar análises macroeconômicas. As cifras das linguagens específicas a cada área comprometem significativamente sua compreensão.

 

 

Uma auto análise pode ser perigosa

 

 

Outro ponto crucial é a objetividade analítica. O Dr. William Osler, considerado o pai da medicina moderna, dizia: o médico que trata a si próprio, tem um bobo como paciente? Quando você analisa seus próprios sinais e sintomas, pegam carona sem você perceber seus medos, ansiedades, preferências e vários outros viéses capazes de descarrilhar o mais objetivo raciocínio.

Somos seres medrosos e impressionáveis e como isto se manifesta? Evitando aqueles diagnósticos que tememos, mesmo quando prováveis, ou tratamentos que nos assustam, mesmo quando indicados. Por isso é muito mais eficaz e seguro delegar estas decisões a um terceiro não diretamente afetado pelo resultado.

 

 

Os resultados nem sempre são confiáveis

 

 

No outro lado da equação, se analisarmos os resultados elencados pelos motores de busca regulares, veremos que o principal critério não é sua solidez científica, mas o fato do link ser patrocinado ou número de acessos, elementos fracamente associados à credibilidade da informação. Com isso, ao buscar respostas, pacientes são frequentemente expostos a dados questionáveis ou propaganda, cuja implementação pode produzir impactos deletérios importantes em sua saúde. Exemplos típicos deste tipo de prática são as terapias de detoxificação, dietas para emagrecer, suplementos para ficar forte e bonito sem fazer esforço, afrodisíacos de toda espécie, a promoção de produtos naturais que curam todas as doenças e assim por diante.

 

Então, o que podemos concluir?

 

 

É por tudo isso que raramente um autodiagnóstico sobrevive a um questionamento especializado. Novamente, leigos não são obrigados a ser diagnosticadores proficientes, nada na medicina é simples ou direto. Vale a pena a intensa angústia da paciente que se auto diagnostica equivocadamente?

 

(Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/30520-3-motivos-para-procurar-um-medico-antes-de-se-autodiagnosticar-na-internet